quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Land Rover Evoque

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Land Rover tentou manter as linhas do Evoque bem próximas às do elogiado conceito LRX

O departamento de bolas de cristal da Land Rover prevê que o mercado de utilitários de luxo irá crescer 35% nos próximos cinco anos, e a marca quer dar uma bela mordida no lucro desse bolo. Mas como ela pretende conseguir isso? Expandindo a linha Range Rover ao mesmo tempo em que reduz sua presença, tanto fisicamente quanto ambientalmente.

Isso poderia ter sido alcançado com uma solução barata do tipo Tata Nano, batendo na lataria do Range Rover até ele ficar com formato similar ao do conceito LRX, mas isso evidentemente não é como a companhia indiana e nova proprietária da marca funciona (graças à Vishnu!). Não, o LRX foi transformado no Range Rover Evoque da maneira difícil – reimaginando cada detalhe para que ele beneficie a marca, enquanto mantenha fiel ao popular desenho inicial do conceito.

Primeiro, o básico: o Evoque será disponibilizado nas versões duas e quatro portas, com a opção duas portas para quatro ou cinco passageiros. No lugar do motor Volvo de 230 cv de potência e 32,3 kgfm de torque do Freelander 2, agora está um Ford 2.0 turbo de injeção direta de 237 cv e 34,7 kgfm, desenvolvido na nova linha EcoBoost. A potência é transferida por uma transmissão automática de seis velocidades e um sistema de tração integral Haldex Gen IV. Outros países terão a opção 2.2 a diesel, que pode ser acoplada a um câmbio manual, sistema start/stop e tração dianteira para menor consumo de combustível.

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Evoque é montado sobre a mesma plataforma do Freelander 2

A arquitetura do Evoque é livremente baseada na plataforma EUCD da Ford, utilizada no Freelander 2 e nos Volvos S60 e S80, mas apenas a base e a estamparia dianteira são comuns na estrutura, e a seção traseira superior é a única parte do chassis que eles têm em comum. A distância entre os eixos é 0,25 cm menor, enquanto o utilitário diminuiu cerca de 13 cm no comprimento e cerca de 13 cm na altura (a largura cresceu 5,4 cm). O capô de alumínio, para-choques e tampa do porta-malas de plástico, e o uso extenso de bóro e outros aços de liga-leve ajudaram a tirar 58 quilos do peso estrutural. Adicione juntas da suspensão em alumínio, barra de suporte do painel em magnésio e motor menor e o Evoque pesa cerca de 270 kg a menos do que o Range Rover 3.2. O ajuste fino de aerodinâmica reduziu o coeficiente de arrasto para 0.35, enquanto a área frontal foi reduzida em 4,3 metros quadrados– o que, somado à direção elétrica, ao alternador de carga inteligente, à transmissão que fica quase em neutro quando parado e aos pneus de baixa resistência, deverão tornar este o Land Rover menos beberrão de todos os tempos.

No chassis, o pequeno Evoque não traz de seus irmãos Range Rovers a suspensão a ar com molas, mas ganha um pacote dinâmico adaptativo como opcional, igual ao do Range Rover Sport. Esta terceira geração do MagneRide pode alterar suas taxas de amorcecimento em 10 milisegundos, e fazem isso com frequência de 50 vezes por segundo para garantir o passeio mais macio possível enquanto restringe os movimentos da carroceria ao mínimo, quando o sistema Terrain Response está regulado para o modo dinâmico. Naturalmente, as demais configurações do sistema Terrains Response fazem sua mágica com uma série de assistentes eletrônicos para ajudar o Evoque a ir a praticamente qualquer lugar. Ângulos de ataque e saída de 22º e 33º, respectivamente, e distância do solo de 21 cm dão ao menor Range Rover o que há de melhor na classe de compactos. Ele também é desenvolvido para ser capaz de mergulhar e nadar em canais de até meio metro de profundidade.

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